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BASTA DE VIOLÊNCIA!
“Bem unidos façamos, nessa luta final, uma terra, sem amos, a internacional...
(trecho da internacional socialista).
Como se não bastasse os 12 anos de desmando, desgoverno e chacina dos governos tucanos, já estamos (ainda bem) concluindo os 4 anos do governo Ana Júlia e Jader Barbalho (PT/PMDB), sem nenhuma mudança na estrutura político-econômica e social em nosso Estado.
No campo político, o governo PMDB/PT continua reproduzindo a velha cultura em que o Estado serve de instrumento que beneficia os ricos em detrimento dos interesses da maioria dos trabalhadores, incluindo os servidores. É caso do acordo feito entre a direção da SEMA e a Federação da Agricultura do Estado do Pará – FAEPA, entidade dos latifundiários, em que os técnicos da Secretaria vão capacitar os técnicos (consultores) dos Sindicatos patronais rurais, onde a maioria enriqueceu as custas da dilapidação do nosso patrimônio natural/paisagístico.
Enquanto isso a EMATER, órgão público, que teve seus técnicos capacitados para emissão do atestado digital do Cadastro Ambiental Rural - CAR para áreas dos trabalhadores rurais (pequenos proprietários, agricultura familiar), o governo não disponibiliza recursos financeiros e humanos necessários para que os mesmos tenham acesso a este direito. Nada mudou!
No campo econômico continuamos a ser mero exportador de produtos primários, onde as nossas riquezas naturais, do solo e subsolo, florestas e os nossos minérios, principalmente, continuam sendo pilhados com aval do Estado e do governo, enquanto o nosso povo a cada dia fica mais miserável e excluído dos benefícios gerados por esse patrimônio do povo brasileiro e paraense.
Quanto a nós, servidores da SEMA, que recebemos um salário (MÍNIMO) miserável de R$ 510,00 (Quinhentos e dez Reais), para fazer análise e emitir pareceres para licenciar projetos de bilhões de reais, para enriquecimento de poucas famílias, nos resta a postergação de resposta e a falta de seriedade do governo do Estado relativo as nossas condições de trabalho e salário.
Há quase dois anos se arrasta nas gavetas dos burocratas do governo do Estado a proposta de gratificação ambiental com vistas à melhoria salarial. O atual secretário, Aníbal Pessoa Picanço, apresentou uma proposta de gratificação garantindo que já havia negociado com a governadora, o que foi aceito pelos servidores. No entanto, quando o nosso movimento chegou a Casa Civil/Governadoria, tomamos conhecimento de que por lá ninguém sabia de nada, voltando tudo a estaca zero.
Depois de paralisações, passeatas e greves se compôs uma Comissão de Negociação, que não negociou nada e apenas postergou até o final do ano, sem nenhuma posição a respeito. Entramos 2010, sem o governo apresentar nada para os servidores, a não ser uma proposta da parte da SEMA, negando todo um processo onde já se tinha avançado, inclusive com parecer da SEAD/Procuradoria Geral do Estado e SEPOF, admitindo que o tesouro poderia bancar a proposta inicialmente apresentada pelo Secretário Valmir Ortega.
Como se não BASTASSE foi iniciada uma reforma do prédio sem qualquer diálogo com os servidores, nos retirando o único espaço para o almoço e as atividades sócio-culturais dos servidores, visando remanejar o gabinete do Secretário, CONJUR, Comunicação, etc. Com isso os servidores passaram a almoçar sob suas mesas de trabalho e de processos. Um verdadeiro CAOS e desrespeito.
Efetivando uma decisão de Assembléia Geral os servidores foram buscar uma audiência com o Secretário de Meio Ambiente, Aníbal Pessoa Picanço, no dia 28/01, para tratar desses temas, mas, infelizmente o Secretário não nos atendeu em audiência, chamou a polícia de choque para o nosso local de trabalho a qual, se utilizando de extrema violência psicológica e física, espancou colegas de trabalho, em especial a servidora Bernadete Freitas (a Berna). Em vez de diálogo, violência. Em vez de democracia, violência! Em vez de condições de trabalho, violência... Violência...Violência... Violência. BASTA!
O Fórum de Debates Estratégicos presta a sua solidariedade a camarada Bernadete Freitas (a Berna) e repudia a brutal violência com que os servidores da SEMA são tratados pela atual gestão e pelo governo do Estado. Foi assim no período militar, foi assim com os professores, tem sido assim com os servidores, mas não será assim sempre.
“Não me importa saber, se é terrível demais, quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz; e amanhã se esse chão que eu beijei for meu leito, vou dizer que valeu caminhar e morrer de paixão... e assim, seja lá como for, vai ter fim a incabível prisão e uma flor, vai brotar do impossível chão”
BASTA DE VIOLÊNCIA/ VIVA OS TRABALHADORES DA CIDADE E DO CAMPO.
Belém (Pará), 29 de janeiro de 2010.



